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1.
INTRODUÇÃO O
quadro legislativo actual, nomeadamente o Decreto- Lei n.º 6/2001,
confere à escola um amplo espaço de intervenção e decisão no que
respeita à organização curricular, procurando que a Acção Educativa
responda efectivamente às necessidades reais dos alunos de uma Escola
ou Agrupamento. Procura,
contudo, balizar essa mesma intervenção em consonância com princípios
universais hoje aceites e defensáveis a nível das sociedades
desenvolvidas, o princípio da Educação para Todos e o
princípio da Educação e Formação ao Longo da Vida, o
que implica, da parte da
Escola, uma atenção permanente às situações de exclusão, um
trabalho de clarificação das aprendizagens cruciais e dos modos como
elas se processam, dotando os alunos de instrumentos de recolha e
tratamento da informação que lhes permita, com maior autonomia, ter
acesso ao conhecimento, enquanto em simultâneo se procura
tornar as Escolas mais humanizadas e atentas às diferenças
individuais da sua população escolar. Neste
contexto, a escola portuguesa assume-se como um espaço de Educação
para a Cidadania, integrando na sua oferta curricular experiências
de aprendizagem diversificadas, com maior espaço de envolvimento
efectivo dos alunos e actividades de apoio ao estudo. Por
outro lado, às escolas coloca-se a necessidade de responder aos
desafios colocados pela sociedade da informação e do conhecimento,
procurando que os seus alunos adquiram um conjunto de competências básicas
em tecnologias da informação, designadamente as que dizem respeito à
utilização do processador de texto, da utilização da internet e do
correio electrónico. Em face deste enquadramento legal, das concepções que são hoje defendidas em termos de aprendizagem dos alunos e, tomando em linha de conta o contexto sócio-cultural em que o AEEE Portel se insere, as grandes opções curriculares são as seguintes: -
Contribuir para o reforço da Educação
para a Cidadania promovendo um maior envolvimento e responsabilidade
dos alunos na vida da escola, no que respeita à sua participação
directa nos processos de ensino/aprendizagem, no desempenho de tarefas,
incrementando ao mesmo tempo mecanismos de reflexão, debate e tomada de
decisão sobre a vida da escola, em geral, e da sala de aula, em
particular. -
Contribuir para uma mudança
das práticas educativas centrando mais a acção educativa na
aprendizagem dos alunos, do que no ensino do professor; -
Reforçar o trabalho em cooperação entre os docentes, condição
que consideramos essencial para fazer face aos desafios que à nossa
Escola se colocam. 2.
OBJECTIVOS CURRICULARES GERAIS *
Face às características da nossa população escolar, crianças
oriundas, na sua grande maioria, de meios sócio-familiares pouco
estimulantes em termos educativos,
ambientes em que a escrita e a leitura não fazem parte do
quotidiano das famílias; *
Considerando também que, com excepção da sede do concelho, as crianças
que frequentam estabelecimentos de ensino do AEEE Portel não
têm acesso a meios de cultura e desporto, não frequentam bibliotecas,
não visitam exposições, não têm acesso ao cinema e ao teatro, não
praticam com regularidade uma modalidade desportiva; * Tendo também em linha de conta que, dum modo geral, as crianças não têm acesso aos meios informáticos por intermédio das suas famílias; Torna-se
claro que cabe à escola, no seu conjunto, atenuar algumas diferenças
de partida, proporcionando aos alunos do concelho experiências ricas e
diversificadas, e afirmando a necessidade de implementar uma política
de discriminação positiva no sentido de, se não a colmatar, pelo
menos atenuar essas diferenças, não permitindo que estas crianças
sejam duplamente penalizadas. Neste
sentido, consideramos prioritário que a Acção Educativa enquadre
devidamente estas crianças e se constitua como a grande referência em
termos educativos, facultando-lhes, nomeadamente, as seguintes competências: -
Bom domínio da Língua
Portuguesa, em termos do oral e da língua escrita; -
Hábitos de leitura e reforço
das capacidades ao nível da compreensão e da procura de informação
do texto escrito. -
Domínio, por parte dos alunos,
dos meios informáticos, nomeadamente no que se refere ao processador de
texto, utilização da Internet e correio electrónico. -
Capacidades básicas de pesquisa
e de investigação, com recurso a suportes escritos e à internet; -
Raciocínio lógico-matemático
ao nível da resolução de problemas numéricos e não numéricos, bem
como saber utilizar os conhecimentos e procedimentos matemáticos ao
serviço das outras disciplinas; -
Inter-relacionar os saberes das
diferentes disciplinas; -
Autonomia e capacidade de
organização para desenvolver projectos individuais, a pares ou em
pequeno grupo; Além destes aspectos que se apresentam como fundamentais e básicos em termos das competências dos alunos, pretende-se, ainda, efectuar uma aposta nas áreas das Expressões (Artísticas e Físico-Motoras), tradicionalmente mais esquecidas nas práticas docentes, especialmente ao nível do 1º CEB. Neste contexto e na área da Expressão Físico-Motora, o bloco de Natação assume-se como opção prioritária, quer pelo nível de desenvolvimento motor induzido, quer pela motivação dos alunos, quer, ainda, pelo facto da Câmara Municipal de Portel ter reunido as condições necessárias à sua implementação, tendo contratado docentes com formação na área e assegurado os transportes semanalmente a todas as turmas. Quanto à Expressão Artística (Música, Expressão Dramática/Teatro, Educação Visual e Dança), procurar-se-á recorrer a parcerias diversas através de protocolos com instituições/entidades vocacionadas para estas áreas (companhias de teatro, especialistas nas áreas da dança e música,...) por forma a que os alunos adquiram as competências que lhes permitam usar adequadamente as linguagens das diferentes áreas do saber cultural e artístico. Nas
áreas das Expressões, assim como noutras em que haja o recurso a
outros profissionais “especialistas”, cabe aos titulares de turma a
dinamização das actividades e aos “especialistas” a sua coadjuvação,
tendo em conta que os últimos, em princípio, apenas dominam os
conhecimentos técnicos, faltando-lhes o conhecimento aprofundado da
turma em geral e de cada aluno em particular, para além de não
dominarem os pressupostos didáctico-pedagógicos para os grupos etários
em questão. Os docentes titulares, nos termos dos seus deveres
profissionais e pelo facto de serem os profissionais que melhor e mais
profundamente conhecem o grupo e cada aluno individualmente, deverão
gerir o processo de ensino aprendizagem adoptando mecanismos de
diferenciação pedagógica susceptíveis de responder às necessidades
individuais dos alunos, assim como utilizar, decorrente do trabalho de
cooperação com o “especialista”, novos meios e estratégias que
reforcem a qualidade da prática pedagógica, numa perspectiva de
abertura à inovação. Pretende-se, deste modo, que resultem
processos de autoformação e formação em exercício para os docentes
envolvidos nesta dinâmica, numa perspectiva de desenvolvimento pessoal
e profissional, ao actualizar e aperfeiçoar os seus conhecimentos,
capacidades e competências, por forma a
permitir-lhes, duma forma gradual e progressiva, efectuar
abordagens autónomas em momentos posteriores, sem recurso a
especialistas, cada vez mais intencionais e sistemáticas. 3.
ESTRATÉGIAS EDUCATIVAS GLOBAIS Para
dar corpo a este Projecto Curricular e levar a cabo os objectivos a
propostos, é fundamental definir algumas linhas de orientação
educativa, explicitando procedimentos, dando relevo e enfoque a algumas
práticas educativas em detrimento de outras, recorrendo, para isso, de
todo o conhecimento que a investigação no terreno educativo tem
trazido até ao presente. Se
se pretende que os alunos tenham competências enquanto leitores e
escritores, então há o dever de lhes proporcionar experiências ricas
em escrita e leitura: só lê e escreve bem quem o poder exercitar de
forma gratificante. As práticas de leitura e de escrita deverão ser práticas
reais e com sentido social, não chega ler e escrever para resolver
exercícios escolares, é preciso ler de forma lúdica, recorrendo aos
livros da biblioteca, se essa prática for instituída na dinâmica da
sala de aula. Mas
a leitura deve também assumir um carácter informativo e, nesse
sentido, lê-se para se ter acesso à informação do que se passa na
nossa e noutras terras, informação e aprendizagens essas que não
chegam através do manual. Mas lê-se, também, para se extrair informação
de um texto sobre determinado assunto sobre o qual se quer e precisa
saber mais, porque esse é o trabalho de investigação que está em mãos,
assim como se lê porque se tem que saber muito bem o trabalho a
apresentar aos colegas da nossa e de outras salas. O
mesmo se passa com a escrita: escreve-se cada vez melhor se se praticar,
não o exercício da escrita de forma gratuita, mas sim a escrita com
significado para os alunos, a escrita para transpor para o papel os
sonhos e ideais, as vivências, propostas de trabalho, críticas, etc.
É difícil, ao princípio, saber como melhorar um texto escrito, mas à
custa de tanto o fazer, com a ajuda de colegas e professores, criam-se
mais e melhores referências em termos de estrutura frásica e vocabulário.
Se, ainda por cima, se souber que o Jornal Escolar dá relevo às produções
escritas, as mesmas irão surgir ainda mais perfeitas, porque os pais,
os vizinhos e amigos o vão ler. As
Tecnologias de Informação e Comunicação constituem-se como
metodologias de trabalho incontornáveis ao serviço de uma Escola que,
no verdadeiro sentido da palavra, se quer que
prepare os alunos para a vida. O recurso ao computador para
escrever textos e projectos dos alunos, o recurso à internet como fonte
de pesquisa e de informação deverá tornar-se uma prática educativa
sistemática desde os primeiros anos de vida escolar, caso contrário, e
há que ter consciência disso, o que se faz é fechar portas e não
abri-las. Tratar
e trabalhar a informação recolhida, apresentar resultados, fazer gráficos
e tabelas, competências matemáticas de fundamental importância, cuja
génese há a obrigatoriedade que facultar às crianças desde os
primeiros anos de escolaridade. Está
subjacente ao modelo educativo que se defende e que o enquadramento
legislativo aponta, um perfil de aluno interveniente no processo
educativo, um aluno que pesquisa dados, os trata e apresenta, que
colabora nas decisões tomadas e perante elas também assume
responsabilidade. Perante isto não faz mais sentido o acto educativo
ser centrado no professor, mas sim e cada vez mais o recurso a
metodologias activas, ao trabalho dos alunos, quer seja o trabalho
individual, o trabalho a pares ou de pequeno grupo. Em
face do exposto e em síntese, considera-se que é de fundamental importância
privilegiar as seguintes metodologias: -
Criação, a nível da sala de
aula ou no espaço escolar, uma pequena biblioteca que contenha livros
de histórias, mas também de pesquisa e de informação; -
Dinamizar o jornal escolar,
tornando-o um instrumento de divulgação das produções escritas dos
alunos, atribuindo também aos alunos, ao nível de cada freguesia, um
papel preponderante na concepção e elaboração do próprio jornal; -
Atribuir um espaço importante
ao trabalho de projecto, facultando aos alunos as referências
essenciais em termos do trabalho de pesquisa e de investigação; -
Facultar a todos os alunos do
AEEE Portel o acesso aos computadores e à internet, procurando que
todos os alunos que transitem para o 2º CEB tenham as competências
adquiridas certificadas através do Diploma de Competências Básicas em
Tecnologias da Informação, contribuindo para que, em última análise,
estes possam exercer plenamente os seus direitos de cidadania; -
Instituir Assembleias de Turma
como espaços de reflexão/debate sobre a vida da turma e da escola, no
sentido dos alunos reflectirem sobre o seu desempenho e atitudes,
interiorizando regras de funcionamento e modificando atitudes menos
adequadas; -
Proporcionar aos alunos formas
diversificadas de abordagem das áreas das Expressões (Físico-Motora e
Artísticas), contribuindo para o melhoramento das suas aptidões físicas,
erradicando o analfabetismo motor, por um lado e, por outro, através da
realização de projectos de integração artística, promover a
literacia artística, incrementando naqueles a capacidade de comunicar e
interpretar significados usando as linguagens das diferentes disciplinas
artísticas. -
Proporcionar aos alunos
oportunidades de se envolverem em aprendizagens significativas que lhes
permitam desenvolver capacidades instrumentais para compreender,
explicar e actuar sobre o Meio de modo consciente e criativo recorrendo,
preferencialmente, ao ensino experimental e, dentro deste, ao método
científico. 4.
CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS 4.1.
EDUCAÇÃO
PRÉ- ESCOLAR – COMPETÊNCIAS ESSENCIAIS 4.2.
1º CICLO – COMPETÊNCIAS
ESSENCIAIS: NÍVEIS DE DESEMPENHO
Ver
competências: Matemática
, Língua
Portuguesa 5.
MODOS DE FUNCIONAMENTO E ORGANIZAÇÃO 5.1.
OPÇÕES ORGANIZATIVAS DA ESCOLA E DO AGRUPAMENTO 5.1.1.
DIRECÇÃO EXECUTIVA Relativamente
à Direcção Executiva, são assumidos como princípios orientadores no
processo da tomada de decisão o primado dos critérios de natureza
pedagógica e científica sobre os de natureza administrativa, a eficiência
da gestão implementando-se mecanismos de comunicação e informação e
a transparência dos actos de gestão. No plano organizacional, são
tomadas algumas opções estratégicas no sentido de acompanhar os
docentes na sua prática educativa, tomando em consideração o perfil
profissional de cada um dos seus membros: -
Efectuar o acompanhamento de todos os estabelecimentos de educação e
ensino apoiando os professores na sua prática educativa, nomeadamente
no que se refere às Tecnologias da Informação; -
Efectuar o acompanhamento e avaliação de alunos com Necessidades
Educativas Especiais e colaborar com os professores na implementação
de estratégias de diferenciação pedagógica; -
Acompanhar todas as reuniões dos Conselhos de Docentes do Pré- Escolar
e 1º Ciclo, colaborando com os Coordenadores na dinamização das
mesmas; 5.1.2.
TEMPOS LECTIVOS
Na
organização da componente lectiva semanal, é tomada como opção
estratégica a distribuição da carga horária por todos os dias da
semana por forma a libertar a tarde de 4ª feira para a realização das
diferentes reuniões e para trabalho de cooperação entre docentes.
Deste modo, a componente lectiva dos docentes será de 3 horas na 4ª
feira e de 5,30 horas nos restantes quatro dias da semana. No caso
particular dos EBM, a componente lectiva diária será igual em todos
dos dias da semana, passando os mesmos a efectuar o regime de curso
duplo da manhã nas quartas-feiras, nos casos em que manifestamente não
seja possível adoptar o regime normal, por forma a poderem participar
nas reuniões e trabalhos nas respectivas tardes. Relativamente
à distribuição das aulas de Iniciação ao Meio Aquático/Natação,
de frequência semanal, as mesmas serão integradas, sempre que possível
e particularmente no caso das freguesias, no princípio ou no final de
cada manhã, de modo a não criar tempos mortos no trabalho com os
alunos na restante componente lectiva diária, uma vez que muitos deles
terão que ser transportados. 5.2. ORGANIZAÇÃO DAS ÁREAS CURRICULARES NÃO DISCIPLINARES No
que respeita à operacionalização destas áreas e para além da
especificidade do trabalho de cada docente, será importante respeitar
os seguintes princípios gerais: -
O Trabalho de Projecto será desenvolvido com base no interesse e motivações
dos alunos; -
As Tecnologias da Informação terão uma função determinante no
Trabalho de Projecto, como forma de pesquisa e procura da informação,
mas também como instrumento de organização e apresentação dos
produtos; -
A Educação para a Cidadania será trabalhada de forma transversal em
relação às outras áreas, sendo o momento da Assembleia de Turma um
dos momentos privilegiados para levar à prática a reflexão e discussão
da vida da turma, das regras de funcionamento social e de vivência em
grupos; -
Os momentos estipulados para o
Estudo Acompanhado deverão constituir-se
como espaços de trabalho individualizado com os alunos com mais
dificuldades, o que implica formas de organização
de sala que visem a autonomia dos alunos.
Como
actividades de enriquecimento curricular referem-se as visitas de
estudo, bem como outras actividades de carácter mais pontual, para as
quais os estabelecimentos de ensino são chamados a participar ao longo
do ano. No que respeita às visitas de estudo é indispensável que as mesmas sejam enquadradas na prática educativa, não assumindo exclusivamente carácter de entretenimento, e que sejam preparadas antecipadamente entre docentes e alunos, após as quais deverão resultar produtos, aos quais deverá ser dada visibilidade. 5.4.
GESTÃO DOS ESPAÇOS E RECURSOS DA ESCOLA
Em
termos da gestão dos recursos materiais as opções tomadas no
agrupamento são as seguintes: -
Os recursos materiais existentes em qualquer estabelecimento de educação
ou ensino do AEEE Portel são recursos de todo o concelho, podendo ser
requisitados, os que forem passíveis de tal, por qualquer docente do
Agrupamento, independentemente da freguesia onde exerça as suas funções;
-
Em cada freguesia, os recursos
materiais serão partilhados privilegiadamente por todos os
estabelecimentos de educação e ensino dessa freguesia, ficando
residentes, aqueles que não seja possível disponibilizar em cada sala
de aula, em Centro de Recursos/Biblioteca Escolar a criar para o efeito; -
Para efeitos de eficácia na
requisição de materiais, procurar-se-á que os mesmos fiquem disponíveis
em base de dados com módulo www. Relativamente à gestão de espaços, os pressupostos são idênticos. No entanto, dada a relação intrínseca existente, os espaços de sala de aula serão utilizados principalmente pela ou pelas turmas que existam nessa escola. 5.5.
A FORMAÇÃO DE PROFESSORES Entende-se
que a formação contínua, para além de constituir um direito
profissional, constitui, também, um dos pilares estratégicos de promoção
de práticas inovadoras e do reforço da qualidade da educação/ensino.
Por outro lado, no contexto de um Agrupamento, não é possível
considerar a formação contínua descentrada dos contextos de trabalho,
aparecendo como um cardápio onde, cada professor individualmente,
escolhe este ou aquele curso de formação. Desta
forma, entende-se que a formação contínua deve estar centrada no AEEE
Portel e em estreita ligação com os problemas identificados no
Projecto Educativo e das estratégias/projectos curriculares daí
decorrentes, respondendo, desse modo, quer às necessidades reais dos
docentes, quer aos interesses dos respectivos alunos. Privilegiadamente,
a formação contínua irá decorrer nas tardes de quarta-feira, quando
tal for possível e a própria dinâmica da modalidade de formação
assim o permita. Anualmente será efectuado um levantamento das necessidades de formação, privilegiando-se a formação acreditada já que a mesma é exigida aos docentes para progressão na carreira, procurando estabelecer-se com os diferentes Centros de Formação protocolos que permitam a realização em Portel da formação nas áreas identificadas como prioritárias. Sempre que possível será privilegiada a modalidade de Oficinas de Formação, uma vez que só a formação centrada na prática educativa e devidamente sustentada poderá ter reflexos na mudança das práticas pedagógicas. 5.6.
ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DOS APOIOS EDUCATIVOS Em
termos do funcionamento dos apoios educativos procurar-se-á, em
conjunto com a ECAE AC2 Évora, enquadrar devidamente todos os docentes
que, ano a ano, são colocados no AEEE Portel, por forma a que,
antecipadamente, conheçam as crianças com as quais vão intervir e
possam prever tipos de intervenção específicos tendo em conta as
características dessas crianças e os contextos sócio-educativos em
que se inserem. Procurar-se-á,
também, sensibilizá-los para a necessidade de inclusão dos alunos com
N.E.E. na sala de aula, colaborando com eles no sentido de encontrar a
melhor forma de tornar essa inclusão possível, assim como sensibilizá-los
para a dimensão abrangente do seu trabalho, que não se resume à
intervenção com as crianças, procurando ajudá-los no trabalho com as
famílias, docentes das turmas de e outros técnicos exteriores à
escola. Para
a concretização de todos estes objectivos irão ser acompanhadas as
reuniões dos Serviços Especializados de Apoio Educativo para além de
todas as outras consideradas importantes para o sucesso do seu trabalho.
Sem
qualquer tipo de preocupação na uniformização de um documento, no
ano lectivo de 2002/2003 realizaram-se várias reuniões com professores
do 1º e 2º ciclos na perspectiva de acordar um guião (Anexo 3) para a
elaboração do Projecto Curricular de Turma (PCT), o qual será
disponibilizado aos docentes que venham a ser colocados no AEEE Portel
pela primeira vez, e prestar todo o apoio que os mesmos solicitarem na
elaboração do PCT. Para
a elaboração do PCT é importante que os docentes se identifiquem com
os princípios curriculares definidos nos Projecto Curricular do AEEE
Portel e os consigam traduzir e desmultiplicar ao nível da sua turma. Os
PCT, a realizar até ao final do mês de Outubro, serão avaliados no
final de cada período lectivo, sendo introduzidas as reformulações
necessárias em face da avaliação feita. No final do terceiro período
essa avaliação terminará com a realização de um relatório do PCT o
qual traduzirá, por um lado o nível de desenvolvimento da turma em
geral e, por outro lado, especificará a problemática de alguns alunos
em particular, para além de apresentar sugestões em termos do trabalho
a realizar com a turma no ano lectivo seguinte. No
que respeita ao pré-escolar e apesar da não existência de qualquer
imperativo legal no que respeita ao PCT, consideramos que é um
documento da maior utilidade neste nível de educação pelo carácter
organizador que tem em termos da prática educativa. Apesar dos
educadores a exercer funções no ano lectivo transacto não terem
chegado à elaboração de um guião fizeram, contudo, algumas reuniões
nesse sentido, pelo que será uma aposta a efectuar em 2003/2004. 7.
PREVISÃO DOS RESULTADOS ESPERADOS 8.
AVALIAÇÃO DO PROJECTO A avaliação do Projecto Curricular do
AEEE Portel decorrerá em paralelo com a avaliação dos PCT. O primeiro
momento de avaliação será feito aquando da entrega no Agrupamento dos
PCT, data em que, ano a ano, se procurará aferir se os princípios traçados
nesses foram ou não equacionados pelos docentes nos PCT. Os outros
momentos de avaliação decorrerão no final de cada período lectivo,
em cada um dos quais será elaborado um documento escrito. |